Os atletas Sidney de Freitas, o Sidão, e Luís Gustavo dos Santos foram suspensos por 365 dias e multados em mil reais, cada um, pela 6ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, por denúncia de movimentações suspeitas de apostas esportivas, quando defendiam o Nova Iguaçu (Sidney) e a Portuguesa (Luís Gustavo), em um jogo entre as equipes no Campeonato Carioca, no dia 7 de fevereiro, no Luso-Brasileiro.
Ambos os jogadores foram apenados, por unanimidade, no Artigo 243 (atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à própria equipe que se defende).
A denúncia veio após empresas que monitoram os sites de apostas detectar um volume incomum de 80% dos apostadores aplicando dinheiro para que ambos os atletas recebessem cartões amarelos na partida citada acima. O valor apostado foi de 253 mil reais.
Sidney, que compareceu ao julgamento, e Luís Gustavo, foram representados pelo Dr. Vivaldo Lúcio Neto, que argumentou contra as acusações aos denunciados
“Não há provas concretas para afirmar que praticaram crimes. Estamos no mundo da especulação. Acusações são feitas diariamente, sem pé e nem cabeça, à grosso modo, sem presunção de inocência. Peço absolvição por falta de justa causa e falta de inquérito policial para averiguar a veracidade dos fatos”, sustentou o advogado.
O júri não aceitou as alegações da defesa e puniu com rigor ambos os atletas.
“Ambos contribuiram para fraudar o sistema de apostas”, afirmou o relator do processo, Dr. Antônio Ricardo da Silva.
Presidente e supervisor da Portuguesa também são multados

No mesmo processo, Marcelo Barros, presidente da Portuguesa, Jefferson Muniz, ex-jogador e supervisor da Lusa, foram multados em 5 mil reais, cada um, por não comparecerem as oitivas do processo.
Os dois, que também estiveram no julgamento, mas não apresentaram defesa, foram punidos, por unanimidade, pela 6ª CDR, no art. 220-A, inciso I, II e III do CBJ (colaboração deficiente ou o descaso com intimações e convocações).