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Jogadores do Flamengo recebem punições pesadas por expulsões em final da Recopa Carioca Sub-17

Nem a prova de vídeo ajudou a atenuar a suspensão dos atletas em decisão contra o Botafogo

09/06/2026

Jogadores do Flamengo recebem punições pesadas por expulsões em final da Recopa Carioca Sub-17

Os atletas Rafael Tenório e Arthur, ambos do Flamengo, tiveram punições pesadas aplicadas pela 1ª Comissão Disciplinar Regional do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, por suas expulsões na final da Recopa Carioca Sub-17, contra o Botafogo, no último dia 13 de maio, no Nilton Santos, em que o Rubro-Negro conquistou o título ao vencer por 3 a 2.

O primeiro denunciado recebeu a pena de 4 partidas no Artigo 254-A do CBJD (Agressão física), por ter sido expulso, após o segundo cartão amarelo, consequentemente, o vermelho, por ter desferido o braço no rosto do oponente fora da jogada.

Já o segundo jogador recebeu o mesmo número de jogos de suspensão no art. 258 (condutas contrárias à disciplina ou à ética esportiva), por provocar os adversários após o gol da vitória e chamar para a briga, sendo expulso de forma direta pela arbitragem.

Ambos vão cumprir somente dois jogos, já que a pena cai pela metade por serem jogadores de base.

Os dois atletas foram defendidos pelo Dr. João Pedro Andrade, que apresentou a prova de vídeo dos dois lances das expulsões. Ele alegou que ambos os jogadores estão em formação e que tais atitudes foram apenas por mau comportamento pela imaturidade de ambos.

“Sobre o Rafael, Não foi uma agressão física. Tanto que o árbitro aplicou o segundo cartão amarelo e não deu o vermelho direto. Não houve ato hostil. Além disso, ele só tem 16 anos. Não há tanta maldade assim nessa idade”, argumentou o advogado, completando a defesa do segundo denunciado.

“O árbitro exagerou na súmula ao relatar o que o Arthur fez. Não houve essa provocação toda com o diz a arbitragem. Tanto que a partida seguiu normalmente, sem nenhum revide ou reação dos adversários. Ele fez isso apenas por falta de maturidade, mas não houve desrespeito ao adversário”, sustentou.

Porém, o juri não concordou com a tese da defesa e, também após análise do vídeo, condenou ambos o atletas com duras penas, por maioria.

Auxiliar é absolvido

No mesmo julgamento, o auxiliar técnico do Flamengo, Matheus Ferreira da Conceição, foi absolvido, por unanimidade, no art. 258, por sua expulsão após comemorar e invadir o campo de jogo depois  do terceiro gol do Fla, sem qualquer autorização, e ainda pedir o fim da partida.

Dr. João Pedro ressaltou que o mesmo estava eufórico com o gol no fim, já que o tento foi marcado aos 49 minutos da segunda etapa, o que ocasionou tal atitude.

“Foi apenas um desabafo de quem trabalha com o futebol e vibra com um gol da vitória no fim de um clássico que valia uma taça. Não houve hostilidade. Ele pediu para que o jogo acabasse, devido ao adiantado da hora do tempo regulamentar. Além disso, ele entrou em campo para segurar os ânimos dos atletas mais exaltados, para que não houvesse troca de hostilidade com os adversários”, frisou.

A 1ª CDR deferiu os argumentos do advogado e inocentou o auxiliar rubro-negro.

Texto e fotos: Rodrigo Sullivan/Assessoria TJD-RJ
As informações de cunho jornalístico redigidas pela Assessoria de Imprensa do TJD-RJ não produzem efeito legal.