Os atletas Lucas Melim (Vasco da Gama) e Hebert Renan (Nova Iguaçu) tiveram penas diferentes por protesto contra a arbitragem, em partida entre as duas equipes, pela Copa Rio Sub-20, no último dia 21 de março. Ambos os jogadores levaram o cartão vermelho por ofensas ao árbitro da partida.
As defesas dos denunciados apresentou a prova de vídeo para tentar atenuar a pena dos atletas. Entretanto, o jogador vascaíno foi punido com a pena mínima de uma partida (já cumprida) , enquanto o atleta do time da Baixada foi absolvido. Ambos foram julgados no Artigo 258 § 2º, Inciso II do CBJD (desrespeitar a arbitragem).
No caso de Lucas, o atleta vascaíno xingou o árbitro, segundo a súmula da partida. Porém a defesa do denunciado, representada pelo Dr. Pedro Henrique Moreira, tentou minimizar o fato.
“Essa expulsão foi um exagero. Ele xingou somente em tom de desabafo. Não há ofensa a honra do árbitro. Tava sentindo dor por uma falta sofrida anterioemente e se sentiu injustiçado. Por isso, usou as tais palavras como desabafo”, argumentou o advogado.
Mesmo tendo acesso às imagens da expulsão, a 2ª Comissão Disciplinar Regional do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro não concordou com a tese da defesa e aplicou a pena mínima no jogador do Vasco, por maioria.
Já a defesa de Hebert, exercida pelo Dr. Heitor Trados, teve êxito e conseguiu a abolvição do atleta do Nova Iguaçu, que somente reclamou da arbitragem.
“Não houve desrespeito. Fez apenas uma crítica ao árbitro. Já tinha 53 minutos do segundo tempo e o jogador estava de cabeça quente. Não houve ofensa a honra. Além disso, ele deixou o campo sem causar problemas”, disse o advogado.
O juri deferiu o que a defesa alegou e inocentou o jogador do Orgulho da Baixada, também por maioria.