O zagueiro João Victor, do Vasco da Gama, foi punido com 2 jogos de suspensão no Artigo 254 (jogada violenta), pela 1ª Comissão Disciplinar Regional do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, por ser expulso ao aplicar um carrinho no adversário, em partida do Cruz-maltino contra o Madureira, no Campeonato Carioca Sub-17, no último dia 11 de abril.
A defesa, representada pelo Dr. Pedro Henrique Moreira, apresentou a prova de vídeo do lance da expulsão, mas não foi capaz de convencer o juri a absolver o jogador, que compareceu ao TJD-RJ, ou aplicar a pena mínima.
“Nós sempre trazemos os atletas aqui no tribunal para aprender e moldar sua postura. Mas a entrada relatada pelo árbitro, como frotal, diverge um pouco do vídeo, pois ela foi lateral. O atleta adversário pula e ele tenta atingir a bola, mas acaba atingindo sem querer oponente. O João chega a recolher o pé, para não atingir, mas não consegue. Mas não houve dolo ou intenção de machucar o adversário, Inclusive, a partida estava 10 a 1 e não havia animosidade no jogo. Porém, ele já reconheceu o erro e acredito que a suspensão automática já cumpriu o objetivo educativo ao atleta”, argumentou o advogado.
Entretanto, a 1ª CDR não concordou com a tese da defesa e puniu o jogador, por unanimidade, com dois de gancho. Porém, o zagueiro está livre para atuar, pois como é um atleta de base, a pena cai pela metade. Por ele já ter cumprido a suspensão automática, ele está liberado.
Auxiliar do Madureira é apenado em 1 partida
No mesmo julgamento, o auxiliar do Tricolor Suburbano, Fernando Gonçalves de Oliveira Souza, foi suspenso por um jogo no art. 250 do CBJD (ato hostil) por ter sido expulso após sair da área técnica e ofender o árbitro da partida.

O denunciado teve também a defesa do Dr. Pedro Henrique Moreira, que pediu a pena mínima para o membro da comissão técnica do Madureira, por ele ser réu primário.
A 1ª CDR atendeu o pedido da defesa e puniu Fernando com somente 1 partida de suspensão, já cumprida pelo mesmo, ficando liberado para voltar a trabalhar na beira do campo.
Texto e fotos: Rodrigo Sullivan/Assessoria TJD-RJ
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