O fisioterapeuta Alan da Silva, do Americano, e o supervisor Jefferson Muniz, que atuou interinamente como técnico da Portuguesa, tiveram resultados diferentes em seus julgamentos por suas expulsões em partida entre o Cano e a Lusa pela Copa Rio de Profissionais, no último dia 22 de julho. Ambos foram excluídos do jogo por reclamar com a arbitragem.
Enquanto o membro da equipe médica do Alvinegro Campista foi absolvido no Artigo 258 do CBJD (conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva), o membro da comissão técnica da Zebra foi condernado em 1 partida (já cumprida), convertida em advertência pelo mesmo artigo. Os dois denunciados foram julgados pela 5ª Comissão Disciplinar Regional do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro.
Alan foi representado pelo Dr. André Alves, que minimizou o fato relatado pelo árbitro na súmula.
“Na súmula diz que foi expulso por fazer gestos acintosos, mas o árbitro não conseguiu descrever as palavras que foram ditas pelo denunciado. Não tem informação suficiente para punir. Além disso, esta expulsão foi pela diretriz técnica da arbitragem. Acredito a suspensão automática já cumpre o caráter pedagógico da pena”, argumentou o advogado, tendo o apoio do júri, que absolveu o fisioterapeuta por unanimidade.
Já Muniz teve a defesa do Dr. Mauro Chedid, que alegou que o treinador foi expulso graças ao relato do quarto árbitro, que ouviu xingamentos do denunciado.
“O árbitro central sequer ouviu as palavras que foram ditas. Foi o quarto árbitro que mencionou o fato. Além disso, não foram palavras ofensivas. Foi apenas um desabafo. São coisas que são sempre ditas em quase todas as partidas de futebol. Não houve ofensa a honra do árbitro”, sustentou o advogado.
A 5ª CDR concordou parcialmente com a defesa e puniu o técnico somente com uma advertência, também por unanimidade.