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Dirigente punido por manipulação de resultados segue banido do futebol

Maicon da Silva Villela teve reabilitação negada pelo Pleno do TJD-RJ

29/01/2026

Dirigente punido por manipulação de resultados segue banido do futebol

O dirigente Maicon da Silva Vilela, que foi punido por manipulação de resultados em setembro de 2020, quando comandava o Atlético Carioca, segue banido do futebol. O ex-presidente da agremiação de São Gonçalo, que esteve no Plenário Homero das Neves Freitas, ao lado de sua esposa, teve sua reabilitação negada pelo Pleno Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (29/01).

A defesa do dirigente, realizada pelo Dr. Luís Eduardo Barbosa, tentou persuadir o juri a acatar o pedido de Maicon Vilela, alegando que o processo já teria prescrito por já ter mais de 5 anos da decisão.

“Não caráter perpétuo sem o direito revisional. Ele é um radialista, empregado e ainda tem um projeto com mais de 200 crianças, onde ele trabalha com jovens carentes e faz essa interação social. E não ganha nada por esse serviço. Além disso, ele nunca respondeu um processo criminal”, afirmou o advogado.

Sobre o não pagamento da multa pecuniária de mais de 80 mil reais, que recebeu como punição, Dr. Luís Eduardo Barbosa admitiu o débito, mas alegou que seu cliente não poderia pagar o valor.

“Ele não tem condições econômicas para isso. Porém, não esteve envolvido mais no futebol. Ele presidiu o Niteroiense recentemente, mas ele pode exercer a presidência de um clube, desde que não mexa com o futebol. Apenas como administrador”, ressaltou.

O juri não acatou o pedido da defesa e indeferiu a reabilitação de Maicon Vilela por vários motivos. Entre eles, que o dirigente não pagou a multa, apesar dela poder ser parcelada em mais de 80 prestações; e que o denunciado seguiu atuando no futebol durante a punição.

“Ele não se afastou do futebol. No Estatuto do Niteroiense FC está lá que a prática do futebol é o objetivo do clube. Ou seja, ele não cumpriu nenhuma das pena. Não merece a reabilitação”, enfatizou o relator do processo, Dr. Celso Jorge Fernandes Belmiro, sendo acompanhado pelos demais auditores, que também negaram, por unanimidade, o pedido do dirigente para o retorno ao futebol.

“Alguns atletas conseguiram a reabilitação, mas são jogadores. Ou seja, é a profissão deles. Bem, diferente do denunciado, que é empresário e radialista”, finalizou o relator.

Texto e fotos: Rodrigo Sullivan/Assessoria TJD-RJ
As informações de cunho jornalístico redigidas pela Assessoria de Imprensa do TJD-RJ não produzem efeito legal.