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Expulsões no jogo Artsul x Olaria são julgadas pela Sexta Comissão

Entre os denunciados está o técnico do Artsul, que entrou em campo e reclamou da arbitragem

12/09/2017

O jogo Artsul x Olaria, válido pela Série B1 do Campeonato Carioca, teve quatro expulsões que foram julgadas nesta terça-feira (12) pela Sexta Comissão Disciplinar. O técnico Alessandro Moresche, do Artusul, foi suspenso por duas partidas. O atleta da mesma equipe, Alex Trancoso, pegou quatro jogos. Já os jogadores do Olaria, Alexandre da Silva e Guilherme Eiras, acabaram apenados em cinco partidas e um jogo convertido em advertência, respectivamente.

Artsul e Olaria jogavam pela oitava rodada da Taça Corcovado quando, ao intervalo, o treinador do time mandante foi expulso por ter saído do banco de reservas e ido em direção à arbitragem gesticulando de forma acintosa, reclamando dos profissionais e os acusando de omissão, conforme relato da súmula.

O técnico foi incurso em dois artigos do CBJD, 258 § 2º II e 258-B, que dizem:

258 §2º II – “desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões” – suspensão de uma a seis partidas.

258-B – “invadir local destinado à equipe de arbitragem, ou o local da partida durante sua realização, inclusive no intervalo regulamentar” – suspensão de uma a três partidas.

Por maioria de votos, o treinador pegou dois jogos no artigo 258-B e foi absolvido quanto ao artigo 258 §2º II.

Aos 26 minutos da etapa final, segundo a súmula, Alexandre Junio, do Olaria, golpeou com força excessiva as costas de Alex Trancoso, do Artusul, que revidou com um novo golpe no peito do adversário. Os dois jogadores foram expulsos com cartão vermelho direto e acabaram denunciados no artigo 254-A § 1º I do CBJD, que fala em “desferir dolosamente soco, cotovelada, cabeçada ou golpes similares em outrem, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido”, com suspensão de quatro a 12 partidas. Alexandre, reincidente, foi apenado em cinco jogos e Alex quatro, por maioria de votos.

Pouco depois, aos 31 minutos, Guilherme Eiras, goleiro do Olaria, recebeu o cartão vermelho por atingir a perna do oponente com o braço, após ser driblado, impedindo uma oportunidade clara de gol. O jogador foi incurso no artigo 250 § 1º I do CBJD, que fala em “praticar ato desleal ou hostil durante a partida”, com suspensão de uma a três partidas, das quais Guilherme pegou um jogo convertido em advertência, por unanimidade.

Gonçalense x Americano – Série B1 Sub-20 – 16 de agosto

O auxiliar técnico do Gonçalense, Daves dos Santos, foi expulso aos 27 minutos da etapa final por reclamar da arbitragem dizendo: “p., não entende de regra. Vai se ferrar!”. Pela expulsão, o profissional foi denunciado no artigo 258 § 2º II do CBJD, por “desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões”, com suspensão de uma a seis partidas.

Ainda pelo Gonçalense, Adilson Amorim foi expulso aos 48 minutos com vermelho direto por atingir com um tapa o adversário Yuri Santiago, que teve a mesma atitude, acertando o peitoral. Os dois jogadores foram incursos no artigo 254-A, por “praticar agressão física durante a partida”, com suspensão de quatro a 12 partidas.

O auxiliar técnico, por maioria de votos, pegou um jogo. Já os atletas foram apenados em uma partida convertida em advertência quanto à desclassificação para o artigo 250.

São Cristóvão x Vasco da Gama – Guilherme Embry Sub-16 – 16 de agosto

Aos 17 minutos, Gabriel Chaves, do Vasco, foi expulso com o segundo cartão amarelo por impedir um ataque promissor, agarrando o adversário por trás. O jogador foi denunciado no artigo 250 do CBJD, que fala em “praticar ato desleal ou hostil durante a partida”, com suspensão de uma a três partidas.

Pelo São Cristóvão, João Marcos recebeu a segunda advertência, aos 77 minutos, por acertar com o pé a panturrilha do adversário. João foi incurso no artigo 254 § 1º II do CBJD, que trata de “atuação temerária ou imprudente na disputa da jogada, ainda que sem a intenção de causar dano ao adversário” e tem suspensão de uma a seis partidas.

Por maioria de votos, Gabriel Chaves pegou um jogo de gancho e João Paulo foi suspenso por uma partida convertida em advertência.

Serrano x Rio São Paulo – Série B/C Sub-17 – 20 de agosto

O Serrano respondeu por “dar causa ao atraso do início da realização de partida ou deixar de apresentar a sua equipe em campo até a hora marcada para o início ou reinício da partida” que tem como pena multa de R$ 100 até R$ 1 mil por minuto, conforme o artigo 206 do CBJD.

O clube foi denunciado pelo atraso de nove minutos, causados pela demora do médico da equipe mandante. Em defesa, o advogado explicou as dificuldades de manter a base no Serrano e que tanto ambulância quanto médico são cedidos. No dia houve um problema com a UTI móvel e por isso se deu a demora do profissional, que, diante da situação, foi para o local da partida utilizando o carro particular.

O relator aplicou pena mínima, totalizando R$ 900. A decisão foi por maioria de votos.

Heliópolis x Audax Rio – Estadual Série B/C Sub-15 – 20 de agosto

Pelo atraso de 25 minutos por não possuir marcação das linhas de jogo, o Heliópolis foi denunciado no artigo 206 do CBJD, que fala em “dar causa ao atraso do início da realização de partida ou deixar de apresentar a sua equipe em campo até a hora marcada para o início ou reinício da partida” e tem como pena multa de R$ 100 até R$ 1 mil por minuto.

Aos 34 minutos, Cristian dos Santos, do Heliópolis, foi expulso de forma direta por dar um pontapé atingindo o adversário na panturrilha. O jogador ainda tentou dar um soco no oponente. Cristin foi incurso no artigo 254-A do CBJD, “praticar agressão física durante a partida”, suspensão de quatro a 12 partidas.

O Heliópolis foi multado em R$ 100 por minuto, totalizando R$ 2,5 mil, por unanimidade. Cristian teve como pena a suspensão de cinco jogos, por maioria de votos.

Ceres x Arraial do Cabo – Série B/C Sub-15 – 20 de agosto

O árbitro Gabriel Lourenço, da partida entre Ceres e Arraial do Cabo Sub-15, foi denunciado pelo artigo 266 do CBJD, que fala em “deixar de relatar as ocorrências disciplinares da partida ou fazê-lo de modo a impossibilitar ou dificultar a punição de infratores, deturpar os fatos ocorridos ou fazer constar fatos que não tenha presenciado”, com suspensão de 30 a 360 dias cumulada ou não com multa de R$ 100 a R$ 1 mil.

O profissional não teria relatado o motivo pelo qual se deu o atraso de 42 minutos para o início da partida, disse apenas que houve demora devido a disputa de pênaltis do jogo anterior e no pagamento da taxa de arbitragem.

Em depoimento, Gabriel relatou que na primeira partida, onde ele era o quarto árbitro, houve paralisação de 10 minutos até o início das cobranças de pênalti para o descanso dos atletas. Após, foi até o vestiário para se reidratar e pegar os materiais para que pudesse conduzir a partida em que era árbitro principal. Em seguida pediu que o assistente fosse até o vestiário da equipe mandante para receber o pagamento da taxa de arbitragem.

Com empate de votos, a decisão ficou com o presidente da Comissão, Dr. Celso Belmiro, que acompanhou o voto do relator, acolhendo a tese da defesa e absolvendo o árbitro Gabriel Lourenço.

São Gonçalo Série B1 – descumprimento de decisão

Por “deixar de cumprir ou retardar o cumprimento de decisão, resolução, transação disciplinar desportiva ou determinação da Justiça Desportiva”, com multa de R$ 100 a R$ 100 mil, de acordo com o artigo 223 do CBJD, o São Gonçalo foi multado em R$ 500 por maioria de votos.

Tigres do Brasil x São Cristóvão – Estadual Sub-15 – 19 de agosto

Nicolas Cunha, do Tigres do Brasil, recebeu o segundo amarelo aos 70 minutos e acabou expulso por acertar um tapa no rosto do adversário, em disputa de bola. O atleta foi incurso no artigo 254 § 1º II do CBJD, que diz que “atuação temerária ou imprudente na disputa da jogada, ainda que sem a intenção de causar dano ao adversário” tem suspensão de uma a seis partidas.

Por maioria de votos, Nicolas foi apenado em um jogo convertido em advertência.

Elise Duque/Assessoria TJD-RJ